A diferença está na maneira como se levanta.
Uns se levantam porque não tem opção e sempre o fazem reclamando. Outros porque sabem que navegar é preciso. E há aqueles que se levantam porque aprenderam que esse movimento faz parte do jogo da vida e que cair é tão inevitável quanto se apaixonar sem quê nem para quê.
Quando se aprende que nem o sucesso e nem o fracasso alteram de fato nossa essência as quedas ficam mais amenas.
As crianças quando caem de suas bicicletas, de árvores, escadas ou balanços, limpam os cotovelos ralados, choram um pouquinho e na sequência se põem em correria rumo a uma nova brincadeira.
Nenhum tropeço para elas é tão grave, assustador, avassalador ou definitivo - a não ser quando se machucam gravemente, claro.
Nós é que depois que crescemos complicamos demais as coisas. Passamos a sentir vergonha de nossas quedas e as associamos com fracassos. É como se cada queda fosse uma conta a mais no colar encardido de nossas sombras.
Cair e levantar não é fracassar. Fracassar é cair e ficar no mesmo lugar.
Tirando a bailarina que não tem piriri, nem lombriga, nem ameba, ou cheiro de criolina, procurando bem todo mundo tem um irmão meio zarolho dentro de si.
Um irmão meio zarolho que às vezes não nos deixa enxergar o caminho certo a seguir, que nos faz sabotar planos e objetivos, que fica sussurrando em nossos ouvidos que não vamos conseguir, que nos faz pensar insistentemente nos problemas que não conseguimos resolver e que nos convida a ficar confortavelmente estagnados, parados.
Só há uma maneira de não cair: não se mexer.
Quem se mexe, quem dança, está sujeito a cair em algum momento - os bailarinos e atletas sabem disso. Quem se arrisca, quem se apaixona, quem dá a cara para bater, quem muda de idéia, quem experimenta o novo, também.
Cair é inevitável, mas levantar e começar tudo de novo, sem dramas, opcional.
Por isso, a princesa Franciny deseja que em 2012 possamos encarar com mais leveza e menos dor as quedas nossas de cada dia. Que possamos rir dos nossos tropeços e de nós mesmos. Que estejamos todos em movimento constante, em busca dos nossos objetivos e que nosso irmão meio zarolho que nos habita não tenha voz ativa sobre nós.
E, claro, que as quedas sejam menores, bem menores que os sorrisos e pliês.
Of course que muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender também, oui, oui.....
Falando nisso
Uma dos episódios do Sex and the City que a princesa mais ama é quando Carrie Bradshaw é convidada para um desfile da Dolce&Gabana e depois de pensar muito se aceita, ou não, ela cai em plena passarela, mas depois, como diva que é, se levanta e segue em frente.... E a cena ainda é embalada pela deliciosa música Got to be real... oui, oui, as coisas reais são as melhores!
Sobre as previsões astrológicas para 2012 e outras coistas más a princesa falou aqui
Sobre a cor da calcinha certa para o Réveillon, aqui
Sobre a cor da calcinha certa para o Réveillon, aqui
E sobre reclamar da vida, aqui

1 comentários:
Saudade de visitar esse espaço. Aliás, esse texto me lembrou dos tempos do Fina Flor que eu amo e ainda recebe minhas visitas.
bjocas querida e um 2012 cheio de sorrisos pra vc :)
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